Gol do Bernardo que deu a vitória ao Vasco no clássico contra o Fluminense aos 40 e tantos minutos do segundo tempo foi uma benção ao Campeonato Brasileiro de 2011.Bernardo adiou a comemoração do título do Corinthians para última rodada. Chancelou a tabela de clássicos derradeiros. Deu ao Vasco o mérito e a honra de postular mais um pouco pelo campeonato. Frustrou os Corinthianos. E alucinou anti-corinthianos.
Este último movimento, no entanto, me revolta.
A rivalidade é uma das coisas que mais me fascina no futebol, mas situações como essa reta final de 2011 me fazem pensar como ela destrói qualquer resquício de bom-senso que o cidadão possa ter.
O Corinthians não comemorou o título com uma rodada de antecedência, mas conseguiu um baita resultado fora de casa, que só aumentou suas possibilidades de sucesso no final.
Qual a retaguarda moral que dá a São Paulinos e, principalmente, Palmeirenses o direito de gozar o rival a essa altura do campeonato? Se o Corinthians tivesse perdido o título, vá lá. Mas, pelo contrário, o mais provável é o que a celebração tenha sido apenas adiada.
Enquanto isso, o Palmeiras, que afastou o rebaixamento nas últimas rodadas, dá mais um tostão de sua pequenez se vangloriando de atrapalhar as ambições dos rivais.
No São Paulo, não bastasse o ano medíocre dentro e fora de campo, acabara de ser vencido pelo próprio pequeno Palmeiras. Uma vergonha.
Como podem são paulinos e palmeirenses abrir a boca para chacotear o Corinthians que tinha acabado de ganhar e confirmar a liderança? Rivalidade aí vira uma mistura de cegueira e cinismo.




